Não saiu no O Norte. Colégio de Ruy Muniz sofre ação de despejo

As estudantes Gabriela e Rhayssa são contra a mudança de endereço. Atraso de salários, mais de R$ 17 milhões de dívidas fiscais, off-shore no Uruguai para proteção de patrimônio e, agora, despejo. Mais um capítulo da novela envolvendo o tradicional Colégio Promove, pertencente ao grupo Soebras, de propriedade do deputado do DEMO, Ruy Muniz, ameaça não ter final feliz.
O advogado Luiz Antônio Júnior, representante da Bemar Administradora Ltda., entra nesta quarta-feira, na 18ª Vara Cível de Belo Horizonte, com pedido de desocupação do prédio da Rua Santa Rita Durão, 852, na Savassi, Região Centro-Sul da capital. Judicialmente, a firma gestora do imóvel já tem o direito à reintegração de posse. Segundo o advogado, expirou na terça-feira o prazo de 15 dias dado pela Justiça para a unidade educacional, onde é ministrado o curso de supletivo, mudar de endereço.
A Associação Educativa do Brasil (Soebras), que adquiriu toda a rede de ensino em 2006, tentou recorrer da decisão em segunda instância, por causa do último despacho do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio de um mandado de segurança, mas não obteve sucesso. “Ao meio dia, vou ao Fórum Lafayette requerer o ofício do mandado de despejo, já que não foi obedecido o prazo”, adianta Luiz Antônio Júnior.Caso o advogado consiga o despacho ainda nesta quarta-feira, vai poder, se necessário com ajuda policial, retirar do edifício, situado em área nobre de BH, seus atuais ocupantes – cerca de 500 alunos, professores e funcionários.
Atualmente, os 18 aluguéis atrasados, somados às multas e ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) total devido giram em torno de R$ 1 milhão. De acordo com o diretor do supletivo, professor Arino Madeira, não é possível fazer um balanço dos acordos da Soebras com o corpo docente. “Alguns já receberam tudo, outros estão em curso, e há aqueles ainda em litígio”, diz.O diretor de Planejamento e Marketing da Soebras, Tiago Muniz, garante ter conseguido manter 90% do quadro de pessoal da rede, incluindo educadores e empregados da administração.
“Nosso foco foram os funcionários, porque precisamos manter as escolas funcionando. Só assim estamos conseguindo salvar o negócio”, justifica. Além da unidade supletivo, há a Faculdade Promove, com dois prédios na Rua Timbiras, no Centro, onde em um deles é ministrado o curso pré-vestibular; a instituição de ensino básico, no Bairro Mangabeiras; e o curso infantil, na Pampulha. “Nos demais prédios, conseguimos negociar as dívidas. Com o locador desse imóvel não foi possível, mas ainda não há mandado de despejo”, defende.Ele acrescenta que a mudança só vai ser antecipada porque já estava prevista. “Formamos comissões de pais e alunos para conhecerem as salas onde vão ser acomodados na Rua Timbiras”, afirma.
Na terça-feira, os estudantes presentes no último horário de aula no supletivo não sabiam de nada. “Não quero ir para o Centro, porque aqui é perto de onde trabalho”, reclama Chiu Thai Chan, de 18 anos. “Na área central, há o problema de segurança”, lembra Lucas Dollinger, de 17. Gabriela Furst, de 18, e Rhayssa Tonetti, de 17, também não aprovam: “minha mãe não vai gostar, porque daqui vou a pé para casa”, alega a mais nova.
Assista a reportagem da TV Alterosa AQUI
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