UNIMONTES pode fechar as portas

A UNIMONTES, maior instituição de ensino superior do norte de Minas Gerais, responsável pela formação de milhares de pessoas anualmente e principal instrumento de desenvolvimento de uma das áreas mais estratégicas do país, está se aproximando cada vez mais de uma situação insustentável, com possibilidades reais de culminar no fechamento de suas portas. O motivo dessa que será indiscutivelmente a grande tragédia da história social e educacional da região é a insensibilidade do atual Governo do Estado para com os mais de 1.500 professores, cujo trabalho constitui a própria respiração da UNIMONTES na sua sede em Montes Claros e nos vários campi instalados pelo Grande Sertão. Trabalho sofrido, realizado com total dedicação, competência e profissionalismo, graças ao qual a instituição saiu do anonimato e conquistou o segundo lugar no “ranking” das universidades estaduais do país, um trabalho reconhecido mundialmente, mas desmerecido pelo Governo Aécio Neves, numa clara demonstração de descaso pela família norte-mineira. A UNIMONTES é a Universidade Estadual brasileira que paga um dos piores salários a seus professores, que não dispõem de gratificação compatível com a qualificação; que não estimula o ensino, a pesquisa e extensão de maneira adequada; que não faz nada por aqueles que a mantêm em pé, funcionando na mais perfeita normalidade. A UNIMONTES é um permanente estado de penúria para seus professores. Há quase uma década, o salário de um professor da UNIMONTES é o mesmo, apesar da constante desvalorização do real, apesar da silenciosa inflação. Todo ano a ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIMONTES/ADUNIMONTES, cumprindo seu papel, luta incansavelmente pela reposição das perdas e, mais ainda, pelo estabelecimento de um piso salarial compatível com a função de professores de ensino superior. Mas o Governo Estadual não se comove, como se a UNIMONTES não significasse nada. Resultado direto desse estúpido descaso, professores com Mestrado e Doutorado estão deixando a UNIMONTES e ingressando em outras instituições estaduais e federais que respeitam, de fato e de direito, seus servidores. Sem professores qualificados, a UNIMONTES será, no máximo, um Centro de reprodução de clichês científicos, não um centro de produção de conhecimento, uma Universidade. A sociedade norte-mineira não pode deixar que isso aconteça, porque a UNIMONTES é resultado da luta de todos, não um presente dado à região por um governador. O fim da UNIMONTES significará uma condenação definitiva do Norte de Minas ao atraso, um apagão total. Esta matéria só saiu na imprensa de Montes Claros, através de Informe publicitário, pago pela Associação dos Professores da Unimontes.
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