Roberto Jefferson e quadrilha denunciados pelo MPF por propinas de R$ 5 milhões

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) ofereceu denúncia à Justiça, na última segunda-feira, 8 de setembro, por formação de quadrilha, contra:
– Roberto Jefferson (ex-deputado federal);
– Maurício Marinho (ex-funcionário dos Correios);
– Antônio Osório (Correios);
– Fernando Godoy (Correios);
– Julio Imoto (Correios);
– Eduardo Coutinho (Correios);
– João Henrique de Almeida Souza (Correios);
– Roberto Garcia Salmeron (ex-presidente da Eletronorte)
– Horacio Batista (primo de Antônio Osório)
Após divulgação da filmagem em que Maurício Marinho, então chefe do Departamento de Compras e Contratações (Decam), aparece recebendo em sua sala funcional dentro da ECT, a título de propina, três mil reais, o MPF deflagrou investigações de natureza cível e criminal para apurar os delitos cometidos no âmbito dos Correios.
Para tanto, atuou em conjunto com a:
– Controladoria-Geral da União;
– Polícia Federal;
– grupo de auditores dos Correios.
ESQUEMA DE ROBERTO JEFFERSON, O CHEFE DA QUADRILHA
O esquema montado por Roberto Jefferson, chefe da quadrilha, teve início com a indicação política de Antônio Osório, que é filiado ao PTB, para ocupar o cargo de diretor de Recursos Humanos, e, posteriormente, o cargo estratégico de diretor de Administração na ECT. Nesta posição, Antônio Osório agregou seus principais auxiliares: Fernando Godoy e Maurício Marinho, ambos empregados concursados da ECT e principais operadores do esquema. Mais adiante, os servidores Eduardo Coutinho e Julio Imoto também se associaram ao grupo.
PROVAS
Maurício Marinho agia diretamente junto às empresas na formulação dos pedidos de propina. Prova disso foi a apreensão de planilhas contidas no seu computador e do denunciado Fernando Godoy, além de planilha apreendida no gabinete de Antônio Osório. Tais provas trazem uma detalhada contabilidade da propina a ser levantada em benefício dos denunciados e do PTB.
Além da listagem encontrada, foram apreendidos documentos na sala de Maurício Marinho, datados de 2005, que tinham como objetivo monitorar os pagamentos feitos a diversas empresas que, em sua totalidade, estão relacionadas nas planilhas de propina.Outra planilha encontrada no computador de Fernando Godoy possui campo específico intitulado “AGREM”, que é abreviatura de agremiação, a qual destaca o montante a ser repassado ao PTB.
PROPINA DE 5 MILHÕES
Segundo levantamento feito pela CGU, com base nos dados colhidos ao longo da apuração, estima-se que o montante de propina recebido pelo grupo denunciado na última segunda-feira pode alcançar o valor de aproximadamente cinco milhões de reais.
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