O PT E A CIDADE: AVANÇO OU RETROCESSO?

*João Avelino Neto
O PT fez uma aliança com Athos em 2004 para implantar em Montes Claros um Governo democrático e popular em contraponto com os governos populistas e neoelitistas conservadores que administraram a cidade por mais de uma década. A coligação, verdadeiramente de esquerda, juntando-se o PPS – PT – PSB – PC do B, saiu-se vitoriosa, com o apoio do PDT e do PTB no segundo turno.
Naquela época, como agora, o adversário foi Luiz Tadeu Leite, que, em 2002, perdeu a sua primeira eleição, quando não se reelegeu para Deputado Estadual. Veio a segunda derrota, desta feita para Prefeito, fato que, para muitos, era o seu fim de carreira. Mas, eis que surge uma malfadada coligação majoritária e proporcional entre o PT e o PMDB, na eleição de 2006, e Tadeu é eleito com pouco mais de 40 mil votos, graças ao PT que amargou a perda de cinco cadeiras na Assembléia Legislativa, enquanto que ele , o embromador, não moveu uma palha em busca da reeleição de Lula em Montes Claros, já que no Norte de Minas ele não tem voto e tampouco liderança. Todavia, este comportamento personalístico, no agir só para si, se revelou em 1976, na campanha Municipal, quando candidatou-se à Vereador e o MDB lançou três candidatos a prefeito (Dr. Aroldo, Pedro Narciso e José da Conceição) em um dos santos arroubos de Genival, com um só vice, Nozito, mas nem assim, com tantos candidatos, o nosso personagem se dignou a pedir votos para Prefeito.
Voltando ao marco inicial, ou seja, a espetacular vitória de 2004, o desenrolar de uma administração popular plena tem muitos entraves pela frente, diante das práticas seculares do clientelismo. Entretanto, as linhas gerais dos instrumentos estratégicos foram lançadas, como é o caso do Orçamento Participativo, que não deve restringir somente aos recursos do Município, mas também sobre aqueles que provêm do Estad o e da União, mormente no que tange à Educação, à Saúde e à Assistência e Desenvolvimento Social.
Concluindo, o Governo Athos/Sued cometeu alguns pecados veniais, passíveis de simples penitência para a sua remissão, ao passo que o seu oponente cometeu pecados capitais, que não se apagam nunca na imagem ética do cidadão, por mais que ele invoque o nome de Deus e peça perdão a quem espezinhou. É como proclama a sabedoria popular: “pau que nasce torto, morre torto”. Assim, por mais que eu tente, não dá para acreditar nele, mesmo depois que Eduardo Lima o vestiu de anjo, tentando tirá-lo do “pau oco”.
*João Avelino Neto – Advogado
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