Deputados de Minas condecoram prefeito que é acusado de ser o mandante da Chacina de Unaí

Antério Mânica, prefeito reeleito de Unaí, foi um dos condecorados com a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, em cerimônia promovida pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, realizada no Palácio das Artes e “aplaudida por mais de mil convidados”, segundo o site da Assembléia.
Para ver a lista completa dos agraciados, clique aqui
A condecoração deixou entidades da sociedade civil bastante surpresas, uma vez que o prefeito é acusado de ser o mandante da Chacina de Unaí.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Durval Ângelo (PT), se reuniu ontem (terça-feira – 25) com o presidente da Casa, Alberto Pinto Coelho (PP), para solicitar que seja revista a condecoração do prefeito reeleito de Unaí, Antério Mânica (PSDB), com a Medalha do Mérito Legislativo.
O ex-delegado da Delegacia Regional do Trabalho, Carlos Calazans, acompanhou o deputado e se dispôs a devolver a própria Medalha do Mérito Legislativo, com a qual foi condecorado em 2005. “Não posso manter em minha casa e em minha história a mesma condecoração que o acusado do assassinato dos servidores que tão fielmente serviram ao estado de Minas Gerais ostenta no peito”, afirmou em nota de repúdio.
Em 28 de janeiro de 2004, quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados em uma emboscada enquanto realizavam uma fiscalização rural de rotina na região de Unaí, Noroeste de Minas Gerais. O caso ganhou repercussão na mídia nacional e internacional, o que levou o governo federal a uma verdadeira caçada aos executores e mandantes do crime. Foram apontados como mandantes dos assassinatos os fazendeiros Norberto e Antério Mânica, que figuravam entre os maiores produtores de feijão do mundo. Ambos chegaram a ser presos, mas hoje respondem ao processo em liberdade. Os executores estão presos aguardando julgamento. Após isso, Antério foi eleito prefeito de Unaí pelo PSDB, ganhando fórum privilegiado.
O inquérito entregue à Justiça afirmou que a motivação do crime foi o incômodo provocado pelas insistentes multas impostas pelos auditores. Nelson José da Silva seria o alvo principal. Ele já havia aplicado cerca de R$ 2 milhões em infrações aos Mânica por descumprimento de leis trabalhistas.
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