PT: projeto político ou "partido da boquinha"?

* Álbano Silveira Machado
Desde a sua fundação, há 29 anos, o PT vem participando das mais diversas lutas pela consolidação da democracia, na conquista dos direitos, da cidadania, solidificando o seu projeto político de uma sociedade mais justa e igulaitária. Porém, a partir do momento em que vem participando de governos nas instâncias municipais, estaduais e federal, alguns dos seus militantes têm sido mordidos pela mosca azul do poder e preferido brigar por empregos públicos, com entrada pelas portas dos fundos. Ou seja, querem ser empregados ou nomeados em algum cargo de confiança, como forma de exercício de poder e de ocupação de espaço político. Com isso, vem se afastando das bases políticas, dos movimentos sociais, rasgando o programa partidário e os compromissos assumidos com seus eleitores..
A possível particitação de petistas no governo Tadeu Leite é um desrespeito ao próprio partido, aos seus militantes e simpatizantes. Seria um ato de oportunimso daqueles que não assumiram de coração a campanha eleitoral e a defesa de um governo pelo qual fomos também responsáveis. Nós lutamos e trabalhamos pela construção de um projeto político para a cidade de Montes Claros. Lançamos a semente em um governo de coalização com o prefetio Athos Avelino.
Algumas marcas históricas do PT foram assumidas como políticas públicas como o Orçamento Participativo, OP Criança, transparência, ética e honstidade no trato da coisa pública, participação popular. O PT fez parte desta construção. Disputamos este projeto com nossos adversários. Foi um luta renhida e sofrida. Tanto no acúmulo de forças para a conquista da Prefeitura quanto na gestão e na campanha eleitoral, demos muitos anos de nossas vidas, derramamos nosso suor, mostrando coerência política e compromisso político popular.
Portanto, participar do governo Tadeu Leite significa rasgar toda a história do PT de Montes Claros. Tadeu sempre foi nosso adversário por sua política populista ter pouca diferença do coronelismo local. Na campanha, debochou do OP e do programa Comunidades Educadoras, dizendo ser uma bobagam uma macaquice. Agora, ele se juntou à nata do conseradorismo. O perfil do seu secretariado é de hegemonia empresarial e de políticos tradicionais da direita, adversários ferrenhos do PT e do governo Lula. Juntar-se a este governo é o máximo do oportunismo político. Aí, não teremos moral e nem poderemos ficar indignados quando formos chamados de “partido da boquinha”, como afirmou anos atrás o ex-governador Garotinho, do Rio de Janeiro.
* Álbano Silveira Machado é fundador do Partido dos Trabalhadores, desde o Movimento Pró-PT, de 1979, com participação como membro do Diretório Estadual e de Executivas Municipais de Montes Claros, Januária e Berilo. Pariticipou de vários movimentos sociais e da fundação da CUT, MST, CAA, entidades de direitos humanos, culturais e Bacias Hidrográficas.
Foi Diretor de Projetos Intersetoriais no Governo Athos/Sued, no período de 2007/2008
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