Golpe a vista

A safadeza da Câmara dos deputados para “prorrogar” os mandatos dos “legisladores” sem a autorização da população vem criando corpo a cada dia, com a implantação do voto em listas fechadas (para deputados federais e estaduais e para vereadores), para vigorar nas eleições do ano que vem. Para isso, a lei precisa ser votada até o dia 3 de outubro, um ano antes das eleições, mesmo a maioria esmagadora dos eleitores não saber bulufas nenhuma do tal voto em lista.
Esta pouca-vergonha está tudo pronto para ser votada, segundo declarou o deputado federal Huberto Souto – PPS/MG, no último sábado – 8, na posse da Avams – Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene, em Januária. Com apoio do deputado Virgílio Guimarães – PT/MG, o deputado Humberto Souto disse que as novas regras eleitorais são fatos consumados porque contam com o apoio dos maiores partidos no Congresso Nacional, o PMDB e o PT, além do DEM, PPS e PCdoB.
Não custa lembrar que na lista fechada, o eleitor não vota em um candidato, mas numa lista partidária. É o que conhecemos hoje como voto de legenda.
Se o partido ou a coligação fizerem votos necessários para eleger, digamos, 10 deputados num determinado estado, os 10 primeiros da lista estão eleitos. Caso seja aprovada tal aberração, quem iria encabeçar a dita lista seriam justamente os atuais parlamentares, porque estão advogando em causa própria e acabando de vez a renovação e fortalecendo o poder dos caciques partidários, da turma que controla o aparelho dos partidos. E também dos atuais deputados e vereadores.
O deputado Humberto Souto, por exemplo, foi último colocado dos 5 deputados eleitos pela coligação PPS-PDT em Minas na última eleição, e sabe que dificilmente será reeleito, porque não terá mais o apoio da Prefeitura de Montes Claros, quando foi ressuscitado das cinzas por Athos Avelino, o seu principal cabo eleitoral, apesar do deputado hoje, ignorar tal apoio dizendo que foi eleito graças a sua “honestidade”, que diga-se de passagem, sempre foi priorizada para beneficiar a aristocracia rural, anistiando os abastados fazendeiros de suas dívidas, principalmente quando era líder de Collor e do Centrão, na época da Constituinte.
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