Sinal de alerta na rede estadual mineira

Uma matéria elaborada pela jornalista Daniela Arbex, publicada no jornal Tribuna de Minas (Juiz de Fora) revela, mais uma vez, o descalabro a que chegou a educação do Estado de Minas Gerais. Dados que envergonham qualquer mineiro de boa fé, mas que o governo estadual teima em não ouvir, não ver, não saber.
Reproduzo, a seguir, algumas passagens desta matéria:”Um utensílio doméstico usado para a lavagem de roupas e limpeza passou a fazer parte da rotina dos alunos da Escola Estadual Dr. Clemente Mariani, no Bairro Carlos Chagas, na Zona Norte. Para conter a água que jorra do telhado precário, quando chove, infiltrando paredes e apodrecendo pisos, bacias de alumínio e baldes plásticos ficam espalhados sobre o chão, na tentativa de garantir que, mesmo com as salas molhadas, as aulas não sejam suspensas.
Mais de um ano depois de revelar as condições de funcionamento dos colégios estaduais em Juiz de Fora, a Tribuna voltou à cena educacional e encontrou as mesmas situações degradantes de antes. Levantamento realizado pelo jornal junto à Defesa Civil aponta que, das 49 escolas estaduais de Juiz de Fora, 26 têm boletins de ocorrência de monitoramento registrados pelo órgão, o equivalente a 53%.
Nos relatórios de vistoria constam determinações de troca de telhados inteiros, infiltrações generalizadas, “gerando riscos à segurança dos alunos e profissionais”, alagamento de sala dos professores e até a necessidade de interdição de salas de aula, em função da insalubridade provocada pelo mofo (ver documentos). Os casos são graves e vêm sendo identificados desde 1997. Ainda que muitos já tenham sido solucionados, há situações que se arrastam e resultam na “falta de condições mínimas de uso por parte dos alunos”.Embora a chuva não seja, neste período, uma ameaça às escolas, os problemas de infraestrutura mantiveram salas fechadas fora do período das águas, conforme relatório de vistoria número 1-4/2009, referente à Escola Estadual Coronel Alves Teixeira, no Progresso, Zona Leste, assinado em 1º de abril pelo chefe do Departamento de Prevenção e Atividades Intersetoriais da Subsecretaria de Defesa Civil, Jordan Henrique de Souza.
Na ocasião, os técnicos constataram que os problemas encontrados em vistoria anterior, realizada em 26 de janeiro de 2009, permaneciam inalterados até aquela data, quase três meses depois da primeira inspeção. Atualmente, a instituição teve a reforma emergencial aprovada, que atenderá às obras do telhado, mas o projeto para ampliação e melhoria da unidade ainda está em desenvolvimento.
Na prática, a precariedade dos prédios escolares compromete o ambiente de aprendizagem e, pior, o interesse dos estudantes. “É horrível estudar em salas mofadas. As goteiras chegam a molhar nosso caderno e obrigam a gente a sentar um junto do outro”, revela uma estudante da rede. A insatisfação dos alunos com as condições das escolas é, inclusive, citada na Revista Radiografia da Educação Mineira, publicada, em fevereiro, pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE).
Em questionário aplicado junto a 117 estudantes da região Norte, Sul e Centro-Oeste de Minas, 90% responderam que não estão satisfeitos com o lugar que estudam. Vinte e um por cento atribuíram nota zero em relação aos atrativos da escola e 72% indicaram pontuação inferior a cinco. “
Fonte: Blog do Rudá
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