Lula: "Oposição sem argumentos é pior que doença sem cura"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a oposição está sem argumentos para fazer oposição, pois fica inventando qualquer coisa para atacar as pessoas. Segundo ele, quando isso ocorre é mais grave do que doença sem cura.
A declaração foi feita em discurso na inauguração de uma escola técnica em Ipanguaçu (RN), logo após o presidente relatar uma situação ocorrida no passado em que foi acusado pela oposição de ter ido ao Rio Grande do Norte inaugurar o muro de uma obra.
“Eles agora, deveriam ter a humildade para ver o que aquele muro está produzindo aqui no estado do Rio Grande do Norte. Eles deveriam ver a quantidade de murinho feito como se fosse uma cópia de um corpo humano entrando e saindo daquela universidade. Na verdade, uma oposição, quando não tem argumento para fazer oposição, é pior do que doença que não tem cura. É pior, porque eles ficam inventando qualquer coisa, e vale qualquer coisa para fazer ataque às pessoas. Eu estou naquela fase da minha vida que é o seguinte: enquanto os cães ladram, a caravana passa e eu tenho que governar este país”, disse Lula.
O presidente também alfinetou a oposição ao falar sobre as realizações do governo na área de educação. “Faço questão de dizer que é para provocar aqueles que não gostam de mim. Faço questão de dizer: este país teve a Proclamação da República no dia 15 de novembro de 1889, portanto, já faz 120 anos que foi proclamada a República. De lá para cá, em 120 anos, a gente vem elegendo presidente atrás de presidente. Em 103 anos, eles fizeram apenas 140 escolas técnicas e nós, em oito anos, vamos fazer 214 escolas técnicas. Mas não é apenas isso. Aqui os estudantes sabem o que está acontecendo nas universidades brasileiras. Nós, em apenas sete anos, já fizemos 12 universidades novas, tem mais quatro no Congresso Nacional, que eu queria pedir o apoio dos deputados e deputadas, porque nós estamos fazendo… queremos fazer uma universidade latino-americana, em que vai ter estudante de toda América Latina, professor da América Latina, o currículo será latino-americano, a história será a da América Latina, professores brasileiros, latino-americanos, estudantes brasileiros, latino-americanos. E também queremos fazer uma universidade para pagar uma parte da dívida que o Brasil tem com os negros, com a África, que é fazer, na cidade [estado] do Ceará, lá em Redenção, fazer uma universidade afro-brasileira. Metade dos alunos africanos e metade dos alunos brasileiros, para que a gente possa dar a nossa contribuição. Já que a gente não pode pagar o que a gente deve do trabalho dos escravos no Brasil com dinheiro, a gente paga com gesto, com solidariedade e com comportamento diferenciado para aquelas pessoas que mais precisam do Brasil”, afirmou Lula.
Além de entregar a escola técnica em Ipanguaçu, mais seis unidades de ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Norte foram inauguradas nos municípios de Caiacó, Apodi, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Macau e João Câmara.
Jovens na vida política
Na mesma solenidade, Lula pediu para os jovens participarem da vida pública. “Eu sei que tem muita gente desanimada com a política”, admitiu o presidente, para depois emendar: “não é justo” este sentimento, pois político tem mandato, e por isso é possível ‘limpar tudo’ de quatro em quatro anos”.
“Sabe aquele dia em que você está em casa vendo a televisão e pensa: eu não quero mais saber desta porcaria, não quero mais votar em ninguém! Neste dia, pense o seguinte: por que você não entra para a política?”, declarou.
“Possivelmente o político que vocês querem não está em mim, pode estar dentro de cada um de vocês”, completou o presidente, dirigindo-se aos estudantes.
Por fim, Lula disse que não adianta votar, e logo depois criticar o eleito. É necessário fazer parte do processo. “Se a juventude brasileira não participar, a gente vai ter pouca chance de renovar a política brasileira”.
Mais cedo, em entrevista a emissoras de rádio do Rio Grande do Norte, o presidente negou que o PT esteja em crise, mesmo com o comunicado pela manhã de que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) deixará a liderança da legenda. Segundo ele, “o PT continua forte e com muitas possibilidades”.

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