SURREALISMO – Por Geraldo Elísio

“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.” – Marquês de Maricá
O surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido em Paris nos anos 20 , influenciado pelas teorias psicanalíticas de Freud e enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Magritte e Salvador Dali, nas artes plásticas, André Breton, na litereatura, e Luis Buñuel, no cinema.
Mas parece ter sido no Brasil que esta corrente ganhou maior campo. Este veterano repórter foi surpreendido no último final de semana com uma conversa surrealista, inclusive de parlamentarres. O grupo formado por dirigentes empresariais e políticos comentava sobre “o perigo que representará a eleição do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiros”, a deputado federal por São Paulo. “Ele sabe muito e poderá atrapalhar muitos esquemas”.
Estranho este Brasil onde todos reclamam contra a corrupção, mas com ela são condescendentes desde que de certa forma os beneficie ou a grupos de amigos, beneficiando interesses individuais ou coletivos. O delegado Protógenes Queiroz é um perigo” porque desvendou o grande esquema de corrupção , montado no Brasil. O interessante é que ninguém do grupo viu a corrupção como um perigo.
Que bom seria se além do delegado Protógenes Queiroz, também o juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo também deixasse a toga de lado- embora a sua presença no Judiciário seja de extrema importância – e se candidatasse a um cargo eletivo. E que seus exemplos se frutificassem por todo o Brasil.
Mas aí reconheço que já estou começando a viajar na maionese, querer neste Brasil surreal um contingente de políticos íntegros, competentes, honestos e transparentes, preocupados com o futuro do Brasil, desejosos de legar aos pósteros não apenas um País, mas indo mas além disto deixar de herança uma Nação. Correto sei que estou em pensar como eles.
Mas também vou acabar superando – óbvio que não em talento – o surrealismo de Magritte, Dali, Breton e Buñuel. Vão acabar me internando em alguma casa de saúde mental . Onde já se viu? Pensar num Brasil sem corrupção!
E que ninguém duvide se as minhas despesas acabarem sendo financiadas, mesmo contra a minha vontade, por um “caritativo banqueiro-condenado” chamado Daniel Dantas. Afinal tudo é possível no surrealismo deste Brasil, onde a eventual eleição de um homem íntegro como o delegado Protógenes Queiroz causa espécie a políticos e empresários corajosos que em momento algum temem a corrupção.
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