Trenzinho da Alegria

trem da alegria

Um projeto de lei da vereadora Rita Vieira efetivando, sem concurso público, três funcionários da Câmara de Montes Claros, vem causando revolta na cidade. O projeto, que foi enviado ao prefeito Tadeu Leite para sanção, modifica dispositivo da resolução 13, de 05 de março de 2002, da lei municipal 3.906, de 14 de março de 2008, e resolução de 11 de dezembro de 2001,  beneficia somente os assessores Heron Domingues, o jornalista Hélio Machado e o advogado Luciano Braga.

Na verdade, o objetivo era a regularização do quadro de cargos e carreira da câmara, além de classes e níveis salariais dos cargos de provimento efetivo. Mas o que surpreendeu a todos foi uma emenda da vereadora Rita Vieira, em entendimento com outros vereadores, que, através do parágrafo 5º, efetiva sem concurso público e contrariando a Constituição federal os ocupantes dos cargos de Assessor legislativo, Assistente legislativo e Assessor de imprensa, “devido à sua natureza permanente, ficando transformados em cargos de provimento efetivo.”

Na mesma emenda, o texto diz o seguinte: “Os servidores nomeados para os cargos constantes do caput deste parágrafo, há mais de 5 (cinco) anos, ficam efetivados nos respectivos cargos que estejam, mantendo-se os atuais níveis e classes salariais” (os beneficiados são o assessor Heron Domingues, o jornalista Hélio Machado e o advogado Luciano Braga, com vencimentos de R$ 11 mil, cada, incluídos os benefícios), sendo que outros servidores que estão no legislativo há mais de 15 anos foram deixado de fora do “acordo”, criando revolta e ameaça de recursos judiciais.

Servidores prejudicados são enfáticos ao afirmar que “tudo foi feito em sigilo absoluto, com o projeto sendo aprovado sem parecer da comissão de Constituição e Justiça, e também em regime de urgência, durante o envolvimento da população com a Copa do Mundo.

A reportagem esteve com membros do poder judiciário que estão indignados com o projeto de lei, que fere a Constituição e pode resultar em improbidade administrativa contra os vereadores que engendraram o PL. Ontem à tarde, quinta-feira, o promotor Felipe Caires receberia cópia do projeto de lei, que seria entregue por uma comissão de servidores do legislativo e também da sociedade organizada.

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SOLAR DOS SERTÕES SERÁ APRESENTADO A MONTES CLAROS

Foto: CAA Norte
O Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM) realiza na próxima terça-feira, dia 22, às 9h, o Café Sertanejo no antigo Casarão dos Oliveira para apresentar a comunidade o Solar dos Sertões. Espaço considerado entreposto de idéias e produtos, que irá abrigar o Empório do Sertão, Escritórios do CAA/NM e Cooperativa Grande Sertão, Arena Artística, Centro de Documentação com milhares de títulos.
Braulino Caetano de Souza, Diretor do Centro, afirma que o CAA adquiriu o Solar com o propósito de contribuir para a promoção cultural, valorizar o patrimônio material e imaterial, dar visibilidade e promover os modos de vida sustentável das comunidades tradicionais do Norte de Minas: quilombolas, indígenas, vazanteiros, catingueiros e geraizeiros. Com isso, permitir que a realidade e cultura dessas populações seja aparente no cenário regional, nacional e internacional.
O processo de recuperação e restauração está em fase de desenvolvimento e é coordenado pelo Arquiteto Lizandro Franco, especialista em recuperação de espaço históricos como o Solar.
Assessoria de Comunicação Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM)
Rua Anhanguera, 681, Cândida Câmara Montes Claros – MG
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‘Não tenho saudades do PMDB’, diz Jaques Wagner

Ao iG, governador que há quatro anos cedeu vice ao aliado e se sentiu traído, diz esperar que fato não se repita com Dilma

Eleito em 2006 com um vice do PMDB, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi um dos principais articuladores da aliança nacional que será formalizada neste fim de semana com a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) como candidata a presidente e o deputado Michel Temer (PMDB) como vice. Mas, agora, ele afirma em entrevista ao iG: “Espero que não aconteça com ela o que aconteceu comigo”.
O governador diz isso porque, ao longo do seus quatro anos de governo, foi perdendo aos poucos o apoio do PMDB baiano. “O PMDB trazia muita tensão para o meu governo. Era uma crise permanente”, disse. “Eu não tenho saudades deles (dos peemedebistas)”, completou.
Na Bahia, o PMDB é comandado pelo deputado Geddel Vieira Lima, que no primeiro mandato de Lula fez oposição cerrada ao Palácio do Planalto, ao lado de Temer. Em 2007, após adesão ao governo, assumiu o Ministério da Integração Nacional e pavimentou sua candidatura ao governo do Estado contra Wagner. Agora, sob o argumento de que pertence à base aliada nacional, disputa com Wagner o palanque de Dilma no Estado.
Wagner prefere não reclamar. “A Dilma não precisa declarar quem é o candidato do coração dela. Para mim, não tem problema ela ir a outro palanque”, disse. Leia abaixo a íntegra da entrevista.
iG – Não é ruim Dilma ir a dois palanques na Bahia?
Jaques Wagner – Não nego as dificuldades, mas eu pedi ao presidente Lula para ficar fora do rol dos problemas entre o PT e o PMDB. A Dilma não precisa declarar quem é o candidato do coração dela. Para mim não tem problema ela ir a outro palanque. O povo sabe separar as coisas.
iG – O senhor foi um dos responsáveis pela formação da aliança com o PMDB no começo do segundo mandato do presidente Lula. No entanto, acabou sem o partido no Estado. Por quê?
Wagner – Eu tive uma participação intensa, inclusive na aproximação entre o Michel e o presidente Lula. Confesso que fiquei bastante surpreso com a postura do PMDB na Bahia, que deixou o meu governo e tomou outro caminho. Mas eu não tenho saudade deles não.
iG – Por quê?
Wagner – O PMDB trazia muita tensão para o meu governo. Era uma crise permanente. Agora eu tenho uma base aliada mais compacta e unida. E eles (os peemedebistas) têm um caminho próprio.
iG – Num eventual governo Dilma, isso não poderá ocorrer em nível nacional?
Wagner – Eu espero que não aconteça com ela o que aconteceu comigo. Agora, todos sabemos que o PMDB não tem uma unidade nacional. Essa é sua característica.
iG – O senhor acredita haver um acordo branco entre o DEM e PMDB baianos?
Wagner – Do ponto de vista histórico, sempre tiveram ligação. Em 1998, o Geddel estava disposto a apoiar o Luís Eduardo Magalhães (deputado federal do PFL, atual DEM) como candidato a governador. As coisas mudaram depois que o Luís Eduardo morreu e não foi candidato.
iG – Mas por que eles se reaproximaram durante o seu governo?
Wagner – A morte do Antônio Carlos Magalhães (senador do DEM) provocou uma lacuna na oposição ao meu governo. Por conta disso, o DEM se reaproximou no PMDB para se contrapor a nós.
iG – Uma das maiores críticas ao seu governo é a questão da violência. Existe uma visão nacional de que há na Bahia um grave problema na segurança pública.
Wagner – Eu desconheço essa visão. Nosso problema no aumento dos homicídios deve-se ao tráfico de drogas. Em 70%, 80% dos casos, o assassinato está ligado à droga. E o consumo aumentou no Brasil inteiro.
iG – Mas como o senhor está combatendo o problema?
Wagner – Tenho um planejamento em que acredito. Já aumentamos o efetivo da Polícia Militar. Temos 6 mil homens agora. Precisamos de mais recursos porque não é fácil sustentar uma folha de pagamento como essa. Na Polícia Civil, estamos melhorando o setor de inteligência.
iG – Mesmo quando perdeu, Lula sempre teve boas votações na Bahia. Existe alguma meta a ser cumprida para Dilma na Bahia?
Wagner – Na fotografia de hoje, a situação está dois por um. A cada voto para o Senado há dois para Dilma. Se continuar assim, acho que conseguimos vencer na Bahia com 2 milhões de votos de vantagem.
iG – Em 2007, quando Lula ainda não havia anunciado Dilma como candidata, o nome do senhor chegou a ser cotado para disputar o Palácio do Planalto. Pensou em ser presidente?
Wagner – Minha vitória em 2006 foi surpreendente. Ninguém achava que eu ia ganhar. Por isso, isso mexeu com as pessoas que começaram a falar “é o sucessor, é o sucessor”. Dentro de mim, eu sempre soube que não poderia ser governador por apenas três anos e seis meses. O nosso projeto para a Bahia tinha de ser maior, por isso eu precisava disputar a reeleição.
iG – Mesmo sem o apoio do PMDB, considera possível vencer no primeiro turno?
Wagner – Até agora todas as pesquisas mostram a minha vitória em primeiro turno. Mas, em 2006, todas também diziam que eu não iria nem para o segundo turno. Acabei vencendo no primeiro. Por isso não gosto de ficar pensando muito nisso. Posso dizer que estou muito contente com a chapa que conseguimos formar. Principalmente com o meu vice, o Otto Alencar (PP). É político da minha geração. Foi duas vezes o deputado estadual mais votado da Bahia. Em 1998, elegeu-se vice-governador do Cesar Borges (na época no PFL, hoje no PR). O Otto amplia nossas possibilidades porque atinge outro eleitorado.
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EX- PEDETISTA LIQUIDA O PT MINEIRO

*Diran R. de Souza Filho

A ex-ministra Dilma Rousseff, aluna afinca dos ensinamentos de Leonel Brizolla quando se encontrava nos quadros do PDT, liquidou o Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais, em prol do seu projeto, ou melhor, dela e o de Lula, de permanecer no poder, custe o que custar.
A humilhante retirada da candidatura própria do PT ao Governo de Minas, imposta pelas Executivas Nacionais do PT e do PMDB, abrirá feridas, pior, escaras, de difíceis cicatrizações. Depois de lançar a candidatura própria, encabeçada pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, os petistas mineiros foram atropelados pela executiva nacional, que, imediatamente, preteriu Pimentel para apoiar o candidato do PMDB, senador Hélio Costa. E ainda busca desmoralizar o histórico militante mineiro, Patrus Ananias, querendo obrigá-lo a ocupar o lugar de vice nessa chapa que nunca terá o autêntico DNA petista, aquele que nunca esteve presente no genótipo de Dilma, e, muito menos, em seu fenótipo, que conta com sua bolsa de mais de R$2.000,00, e suas roupas das mais altas grifes brasileiras, contrapondo àqueles operários, de botas furadas, camisetas aos trapos, idealizadores de um partido diferente, que não participaria de mensalões, lutaria de cabeça erguida até o sacrifício, se necessário, mas não faria alianças esdrúxulas apenas para ganhar ou permanecer no poder, muito menos se tornaria advogado do ex-presidente José Sarney e aliado do vicioso Fernando Collor de Melo.
É esse PT que perdeu a prefeitura de Belo Horizonte e que hoje liquida, de forma sorrateira, mas certeira, a maior chance do Partido dos Trabalhadores de assumir o Governo de Minas. Nunca foi tão propício ao PT postar-se a frente do estado que formou muitos militantes que lutaram por uma sociedade melhor, cito aqui dois que merecem o respeito de todos os petistas, o companheiro Patrus Ananias e a não menos importante Sandra Starling, que como ainda tem vergonha na cara, assinou sua carta de desfiliação do PT. Uma perda irreparável para os quadros desse partido que a cada dia perde sua identidade e seus verdadeiros militantes.
No Maranhão, querem empurrar, goela abaixo, o apoio à Roseana Sarney, um absurdo que não deve vingar devido ao bravo trabalho de resistência do deputado Domingos Dutra, que tem como lema: “Justiça se faz na luta”. Esse exemplo deveria ter sido seguido pelos militantes mineiros. Mas ainda há tempo, primeiro, porque ainda vão acontecer às convenções, e, segundo, porque podem impedir de Patrus Ananias ser humilhado por ter a sua foto exposta ao lado do senador Hélio Costa, numa dobradinha, no mínimo, despropositada.
Portanto, petistas mineiros, acordem enquanto ainda há tempo de salvar esse partido que foi construído com a coerência e o respeito de cada um de vocês, mas que, por capricho de se permanecer no poder, está sucumbindo as realidades de cada unidade da federação em prol de uma ex-pedetista que merece menor atenção do que vocês, que lutam desde 1980, com suor no rosto e mãos calejadas.
* Diran R. de Souza Filho é Professor
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Blog do Patrus: "Meu compromisso com a base do partido"

Depois de um período de reflexão compartilhada, fiz opção por sair do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e disputar as prévias do PT em Minas. O nosso projeto era disputar e ganhar o governo mineiro para fazer no Estado o que fizemos na Prefeitura de Belo Horizonte e no ministério. Infelizmente, o pré-candidato vitorioso nas prévias, Fernando Pimentel, não viabilizou a sua candidatura.
Nesse momento, não me sinto motivado a disputar outros cargos. Penso que serei mais útil ao PT e ao povo de Minas trabalhando nas bases do partido e nos movimentos sociais. Pretendo também refletir sobre a experiência vitoriosa no ministério e compartilhá-la em espaços governamentais e não governamentais. Continuarei também a conversar e ouvir os militantes do PT e os nossos parceiros e interlocutores históricos. (Patrus Ananias)
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Helio Costa caminha para ser derrotado no primeiro turno

Aliados deixam Hélio Costa para fazer “Dilmasia” e “Pimentécio”
PSB de Marcio Lacerda deve ser a segunda baixa da aliança PT e PMDB
Brasília. Apenas dois dias depois de ser oficializada, a aliança PT-PMDB ao governo de Minas, encabeçada pela candidatura do senador Hélio Costa (PMDB), começa a sofrer as consequências de um movimento apelidado de “Dilmasia” e “Pimentécio”. Partidos que são da base de Lula, mas também integram a ala de sustentação do governo tucano em Minas, como o PR e PSB, já sinalizam o apoio à candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, e à reeleição do governador tucano Antonio Anastasia – o “Dilmasia”. Mas, essas siglas devem também apoiar as candidaturas ao Senado do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e do ex-prefeito da capital Fernando Pimentel (PT) – o “Pimentécio”. PT, PSDB, PR e PSB estiveram juntos em 2008, quando elegeram Marcio Lacerda (PSB) prefeito da capital.
Ontem, o diretório estadual do PR decidiu não apoiar nenhuma candidatura ao governo do Estado nem ao Senado e ainda propor uma coligação com o PSDB, do governador Antonio Anastasia, para a eleição proporcional, liberando deputados para apoiarem a reeleição do tucano.
Apesar das medidas ainda precisarem ser referendas pela executiva nacional da sigla, na convenção do dia 27 de junho, o presidente estadual do PR, Clésio Andrade, retirou oficialmente sua pré-candidatura ao Senado. Clésio era considerado nome quase certo ao lado do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT) e de Hélio Costa na chapa majoritária de petistas e peemedebistas. Em nota, o dirigente do PR mineiro confirma a debandada e ainda destaca a manutenção do apoio à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
A decisão do PR mineiro foi acertada ontem, em uma reunião em Brasília com a bancada mineira da sigla. Além dos parlamentares considerarem mais vantajosa a coligação proporcional com os tucanos, pesou na decisão o fato da maior parte da legenda ter reprovado a escolha do candidato da aliança PT-PMDB ter partido da cúpula nacional dos dois partidos. O PR preferia Pimentel a Hélio Costa como candidato ao governo do Estado.
O presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, disse ter sido surpreendido pela nota do PR e pela retirada da pré-candidatura de Clésio ao Senado. Clésio teria dito ao peemedebista, em uma conversa por telefone ontem à tarde, ter sido vencido pela maioria do partido, favorável à ruptura com a candidatura da base de Lula em Minas.
Socialistas.O PSB deverá ir pelo o mesmo caminho do PR. Ontem, dirigentes do partido se reuniram com o governador Anastasia, mas ainda não bateram martelo. A decisão sobre os apoios só deverá ser tomada na próxima semana. Mas, socialistas já admitiram, longe dos gravadores, que vão fazer o Dilmasia e o Pimentécio.
Ontem Anastasia disse que está otimista com a negociação com o PR, PSB e PDT. “As conversas avançam e vai ter a hora certa para anunciar o acordo”, disse.
União não é novidade
Em 2008, PSB e PMDB foram adversários em Belo Horizonte. O socialista Marcio Lacerda disputou com o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) a Prefeitura de Belo Horizonte. Lacerda contou com os apoios do PT de Fernando Pimentel e do PSDB de Aécio Neves, além do PR.
O PMDB conseguiu a adesão de uma dissidência petista à candidatura de Leonardo Quintão e levou a eleição para o segundo turno, quando também contou com o apoio do PCdoB. Entretanto, Quintão foi derrotado.
“Puxador de votos”
Recorde. O ex-ministro Patrus Ananias já foi candidato a deputado federal em 2002. Naquela oportunidade, o petista obteve cerca de 520 mil votos, a maior votação para o cargo da história recente de Minas.
Interesse. Alguns partidos, inclusive, já manifestaram o interesse em compor com o PT, caso Patrus esteja na chapa. No entanto, os petistas insistem em não se aliarem a ninguém, tanto nas chapas para deputado estadual como para federal.
Fonte: O Tempo 
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Sandra Starling anuncia sua saída do PT e diz que a legenda acabou

A disputa entre PT e PMDB ainda pode causar traumas nas duas legendas para a campanha deste ano. Ambas as siglas correm risco de irem rachadas internamente para as eleições. Além disso, figuras históricas dos dois partidos questionam a união.
A ex-deputada Sandra Starling anunciou que deixará o PT hoje. Fundadora e primeira candidata ao governo de Minas pela legenda, em 1982, ela disse que se sente “violentada” com a decisão tomada e reclama que o desejo da militância do partido não foi respeitado. “Houve todo um processo para a escolha de um candidato ao governo (prévias). Eu fui lá e votei. Agora vem a direção e diz que não teremos candidato. Isso não é um partido. E se não é, o que vou ficar fazendo nele? Para mim é o fim. Eu considero que o PT morreu. O PT acabou”, desabafou Starling no último dia de seus 30 anos de história do PT.
Sandra destacou que as figuras mais tradicionais do partido não concordam com o que foi feito e não devem participar da campanha. “Tenho absoluta certeza de que a militância da velha guarda e mesmo os que chegaram depois e aprenderam a respeitar o partido não vão se envolver na campanha. Eles devem estar tão tristes quanto eu”, disse.
Dentro do partido, a insatisfação é grande. Durante a reunião da executiva estadual, os telefones da sede do PT de Minas não paravam de tocar. Eram militantes querendo registrar a indignação com o apoio a Hélio Costa (PMDB) para o governo.
Proporcionais. Na reunião, alguns petistas reafirmaram que o partido deve seguir sozinho nas disputas proporcionais. O vice-presidente do PT de Minas, Miguel Corrêa, afirmou que a partir de agora os interesses do PT serão prioridade das lideranças. No entanto, o deputado confirmou o apoio à candidatura de Hélio Costa e os esforços para atrair a militância. “O partido vai conversar com o PMDB, ouvir o que o PMDB tem a dizer, e vamos compor com eles. Mas agora vamos resolver os interesses do PT – a disputa do Senado e dos deputados”, afirmou o vice-presidente do PT.
Já o peemedebista e ex-governador Newton Cardoso disse ontem que o único meio de a aliança entre PMDB e PT dar certo é a coligação ser repetida também para a eleição proporcional (de deputados federais e estaduais).
Newton explicou que para que a militância do PMDB entre de forma efetiva na campanha é necessário que os candidatos a deputado federal e estadual sejam prestigiados em uma aliança proporcional. “Quem faz campanha no interior é deputado e prefeito. Se a aliança não estiver toda amarrada com os deputados estaduais e, federais, isso não vai dar certo”, disse.
Pelo acordo feito entre PT e PMDB, quem ficasse com a cabeça de chapa faria também a aliança para as proporcionais.
Fonte: O Tempo 
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